Repúdio à Invasão da Reitoria

Carta aberta dos docentes da Unicamp à população de São Paulo

Os docentes do Conselho Universitário da Unicamp que subscrevem este documento vêm a público repudiar a ação de invasão da Reitoria desta Universidade por uma pequena parcela de servidores da Unicamp a pretexto de falta de diálogo. Essa premissa se contrapõe à constante disponibilidade da atual gestão em debater as questões orçamentárias de forma tranquila, civilizada e absolutamente transparente. Parcela minoritária de servidores desta universidade não entende ou não quer entender que a Unicamp desfruta de Autonomia orçamentária. Isso significa que seus recursos advindos dos impostos da população paulista são fixos e estabelecidos por lei. Assim, o episódio de invasão da reitoria por servidores da própria Unicamp é inédito e não pode ser tolerado. Há limites para ações sindicais no âmbito do estado democrático de direito. Nosso repúdio se reafirma na medida em que a atual gestão nunca se furtou ao diálogo de forma civilizada e transparente o que não ocorreu com o segmento de servidores que promoveu a recente invasão.

  • Alan Roger dos Santos Silva
  • Barbara Janet Teruel Mederos
  • Claudia Bauzer Medeiros
  • Erich Vinicius de Paula
  • Everardo Carneiro
  • Fatima Regina Rodrigues Evora
  • Gil Guerra Junior
  • Luiz Carlos Kretly
  • Luiz Carlos Zeferino
  • Mariana Conceição da Costa
  • Marcelo Guzzo
  • Muriel Gavira
  • Renato H. L. Pedrosa
  • Rodolfo Jardim Azevedo
  • Ronaldo Aloise Pilli
  • Rosmari Aparecida Ribeiro
  • Samuel Rocha de Oliveira
  • Walkiria Hanada Viotto

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39 comentários sobre “Repúdio à Invasão da Reitoria

    • Desprovido de conhecimento está você. Não conhece nada sobre justiça de igualdade de reajuste. Privilégio de quem ganha o teto e 1,5% de reajuste para o “resto”?

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    • Exatamente por seguirmos o rigor da lei não há como nos punir!!! Desprovidas de conhecimento? Além de preconceituoso seu comentário também demonstra que você não conhece a história de luta dos trabalhadores da Unicamp!

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  1. É inacreditável que esse tipo de atitude ainda possa ocorrer. Realmente, não compreende quem não quer: a Reitoria tem sido bastante transparente e a situação da Universidade não é novidade pra ninguém.

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      • Não houve aumento do teto ainda. E quando acontecer, não se pode baixar o salário de ninguém, certo? Muito menos dos mais qualificados que mereceram seus dignos salários.

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      • A questão é que arrocho por vários anos seguidos é, sim, diminuição de salário. O que vemos é diminuição de salário da grande maioria dos trabalhadores para pagar aumentos para os salários mais altos.

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      • A USP recorreu à demissão de funcionários para equilibrar as contas. O arrocho é sofrido, mas pelo menos estamos recebendo nossos salários. A UNESP não conseguiu pagar os 13 salários do ano passado nem o reajuste de 3% que recebemos. A crise é real. A Reitoria tem sido bastante sensível, mas tem que ser realista e responsável.

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    • A situação é : 1,5% para funcionários técnico administrativo e da área da saúde ( em média um aumento de 48 reais) e 38% para o teto, que são salários a partir de 22 mil reais.

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  2. O episódio da invasão da Reitoria no dia3 de Julho de 2018 por segmentos minoritários de servidores públicos coloca a Unicamp sob os olhares da sociedade e cria grande frustração. Num ambiente acadêmico onde deveria prevalecer o respeito a tolerância ocorreram fatos inaceitáveis de violência institucional.
    Em última análise a Unicamp depende do esforço de todos os cidadãos que vivem no Estado de São Paulo para desenvolver um ensino superior gratuito e de qualidade, nosso trabalho- e missão.
    Assim, faz bem os conselheiros docentes externarem seu repúdio a estes atos de vandalismo-
    Acredito que na maioria dos servidores, docentes ou não, e na ampla maioria dos nossos alunos esse ato de invasão não encontra ressonância nem aprovação.
    Avalio que esse repúdio demonstra claramente a nossa responsabilidade em consonância com a atenção que sociedade tem com o uso de recursos.

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    • Não existe invasão nem ocupação. Aquele espaço é da Universidade, assim como são os trabalhadores. Não tem crime de “mas a majestade”

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    • Minoritários porque pretendem ficar dentro da legalidade, já que 70% devem continuar trabalhando. São pessoas guerreiras querendo uma justiça que será para todos. Respeite.

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    • Me manifesto como aluna, servidora e dirigente sindical repudiando a sua posição. Manifesto ainda que as áreas da saúde, ensino e pesquisa têm nos apoiado inclusive permanecendo conosco acampados do lado de fora. E também os alunos! Somente os magnatas da Universidade insistem em não enxergar a falta de diálogo democrático e se comportar como o Reitor. Sugiro que venham conversar com o grupo, caso tenham mais coragem que o nosso REI(tor).

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  3. Acho absurdo. o reitor nunca deixou de recebe-los. está documentado isso. várias reuniões. chega de greve partidária

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    • É importante salientar que reunião não significa negociação – pelo menos para a reitoria. Tanto no âmbito da Unicamp quanto do CRUESP não houve negociação. A reitoria simplesmente chegava com uma proposta pronta e a apresentava. A despeito de alternativas e argumentos apresentados pelos membros do F6, não alteravam uma vírgula sequer. Isso não é negociação, é imposição.

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  4. Todos os professores ou quase todos que assinaram fazem parte da base do Marcelo, que se encontram ao apagar das luzes para amarrar votos e ações no Consu. Isso sim é digno de repúdio.Vergonha!!!!

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  5. Um ato de violência e intolerância por parte de um grupo minoritario que nao representa o que nossa Universidade tem de melhor entre seus servidores.
    Atitudes como essa e o trancamento de portaria da área da saúde,ocorrida na 6a feira passada, demonstram que não estão à altura do que a sociedade espera do funcionalismo público.

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  6. Como é difícil construir um país onde a justiça impere nas relações sociais! E fica ainda mais difícil se nossas ações não contribuirem para isso. A construção de uma universidade pública, gratuita e de excelência não passa pela intolerância, pela truculência, falta de diálogo e irracionalidade! Não passa por atitudes como a invasão de prédios públicos! Temos tanto a debater, o financiamento e a qualidade da Educação no país; a abolição do fórum privilegiado, principalmente no contexto da reforma política; o combate à corrupção em todos os níveis; a justiça social por meio do respeito à diversidade de ideias, raça, de gênero. Como vamos fazer a diferença se lutamos esta luta irracional? Que Universidade queremos construir? Quem ganha com esta invasão?

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  7. Repúdio também a essa carta ridícula que certamente escrita pelos marajás e puxa sacos do reitor Pinokel. Bjo de luz pra vocês 😚

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  8. deve ser fácil falar quem ganha muito bem, queria ver se ganhasse um salário onde tivesse um aumento de R$30,00 !!!! isso mesmo R$ 30, 00 !!!! O sindicato vem tentando negociar da melhor maneira possível e nos representa sim, imagine vcs se os caminhoneiros não tivessem feito a greve do jeito que foi feito, vcs acham que eles teriam conseguido alguma coisa??? eles não estão invadindo lugar algum, estão apenas esperando o reitor ir la para conversar com eles conforme foi combinado. O reitor deveria olhar um pouco mais para os trabalhadores , colocar a mão na consciência e como ja é sabido, estamos a mais de 3 anos sem reajuste salarial, e isso é justo????? vcs acham isso justo??? crise???? não temos que pagar com isso e queremos um aumento digno … o Brasil não vai pra frente por pessoas assim, que só olham para o próprio umbigo, que não valorizam os trabalhadores, queremos nada além do que é justo, nós também repugnamos a atitude do reitor em querer nos dar míseros 1,5 % de aumento.

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  9. Ninguém invadiu nada. Foram convocados para uma reunião e lá estão à espera de respostas. Prédio público é. do povo. A universidade é do povo. Somos nós que sustentamos tudo aquilo mesmo sem os salários que foram descontados … isso sim são atitudes truculentas _ descontos e privações ._Apoio total aos colegas ali presentes. Representam a minha classe e minha indignação!

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  10. Repúdio aos altos salários!!! O reitor repete a fala da crise, mas só quando se trata do nosso reajuste salarial. Já para o teto…a conversa é outra.

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  11. Nao houve invasão, é um espaço público, entraram pela porta para uma tentativa de negociação, onde o Reitor não compareceu !!!
    É vergonhoso para aqueles que representam a universidade!!!
    Estão lá esperando o Reitor para negociar!
    Cadê ele que até agora não apareceu???

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  12. É simples receber altos salários com um teto de R30.000,00 ou acima disso num estado e país em crise. Crise para quem ? Não seria mais justo todos pagarem essa conta ? Diante do discurso da crise vimos a ALESP aprovar o teto e agora vejo um grupo de privilelegiados , nos criticarem por lutarmos por melhores condições de vida e trabalho. Estamos vivendo uma inversão , antes éramos apoiados por docentes que recebiam os mesmos reajustes. Atualmente estamos sendo afrontados por uma minoria . Somos todos trabalhadores e urgentemente precisamos de um reitor que trate todos com igualdade . Nossa categoria esta há 3 anos sem reajuste , aguardando uma isonomia de carreira que nunca acontece ,pois as regras sao mudadas .

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  13. Cada lado com sua verdade(?)….Srs catedráticos, os seus valores não devem ser maiores que os demais por suas qualificacoes e seus titulos acadêmicos. TODOS somos UM nessa universidade e ela se desponta pelo mérito de cada um de nós.
    A revolta ocorre qdo injustamente sofremos a discriminacao em relação a uma minoria , apenas ela, reconhecida e contemplada por seus feitos enquanto os motor da instituição, que são os servidores, sofrem a recessão sem perspectivas de melhora e consideração.

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  14. Essa invasão já passou dos limites. Embora o prédio da reitoria seja público, isso não dá o direito a quem quer que seja, de desrespeitar regras e normas que garantam o funcionamento da Instituição. Quero manifestar meu repúdio à essa invasão totalmente descabida, e acredito que esse repúdio seja da esmagadora maioria da universidade. É bom que se diga que muitos funcionários também estão indignados, tenho ouvido dos funcionários expressões como: perderam o bom senso …, porque não chama a polícia e põe essa cambada fora de lá?, agora já passou dos limites, e por aí vai. Ou seja a indignação não é só de docentes, mas de funcionários também. Aliás quero fazer uma menção aos funcionários que inclusive participaram da greve no início, foram às assembleias e depois retornaram aos seus postos de trabalho e estão mantendo os serviços essenciais da Unicamp. Parabéns !

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