Nota de Repúdio à Invasão da Sala de Reuniões do Conselho Universitário ocorrida em 26/09/2017

Nós, representantes docentes no Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas, vimos a público manifestar nosso mais veemente repúdio à invasão da antesala reuniões do Conselho Universitário, na Terça-feira 26 de Setembro de 2017, por um grupo de estudantes.

A grave situação orçamentária pela qual passa a UNICAMP, decorrente da crise econômica que atinge o país e de decisões equivocadas da reitoria anterior a esta gestão, exige medidas austeras de contenção de gastos que irão atingir docentes, servidores e alunos, sendo dever de todos garantir a manutenção da excelência das atividades da Unicamp.

As medidas que foram propostas pela Administração Central da Universidade, e que estavam em discussão na reunião do Conselho Universitário visavam amenizar os problemas orçamentários acima referidos, e envolviam toda a comunidade universitária. Sensível a esta realidade, o Conselho Universitário já havia aprovado na mesma reunião, antes da invasão, a suspensão de concursos de ingresso, novas regras para as promoções, entre outras medidas de austeridade.

Apesar da disposição do Reitor em receber uma comissão de alunos e servidores para discutir especificamente as medidas que envolviam a redução de 30% das gratificações de representação e o reajuste do preço da refeição, a antesala de reuniões do Conselho Universitário foi invadida de forma violenta, por um grupo minoritário de estudantes, o que culminou com a suspensão da reunião. Em relação à proposta de reajuste do preço das refeições, é importante destacar que este valor não é reajustado há cerca de vinte anos, e que a proposta apresentada previa um valor final de R$ 4,00 para a refeição dos estudantes, mantendo um subsidio da ordem de 70% sobre seu custo real, além da gratuidade para os estudantes carentes.

A tentativa de implantar a violência, como método de reivindicação é inaceitável em qualquer ambiente, incluindo o universitário, e não se coaduna com o estado democrático e de direito. Essas ações são recebidas pela sociedade em geral com perplexidade e não encontram eco na comunidade acadêmica, tendo o nosso veemente repúdio.

Cidade Universitária Zeferino Vaz, 27 de setembro de 2017.

Alan Roger Santos Silva, FOP
Barbara Teruel, FEAGRI
Claudia Bauzer Medeiros, IC
Erich de Paula, FCM
Esdras Rodrigues, IA
Everardo Magalhães Carneiro, IB
Fatima Evora, IFCH
Gil Guerra, FCM
Ines Petrucci, FE
Kretly, Luiz Carlos, FEEC
Luiz Carlos Zeferino, FCM
Marcelo Guzzo, IFGW
Mariana Costa, FEQ
Muriel Gavira, FCA
Renato Pedrosa, IG
Ronaldo Aloise Pilli, IQ
Rosmari Ribeiro, COTIL
Samuel Rocha, IMECC
Walkiria H Viotto, FEA